O aplicativo Pokemom Go foi lançado 6 de Julho e já é febre mundial. Em apenas uma semana, já está instalado em mais de 5% da base de usuários ativos de aparelhos com o Android nos Estados Unidos, o que o torna mais popular do que o Tinder, o conhecido aplicativo de relacionamentos. Ele chegou ao topo da lista dos aplicativos mais baixados da App Store americana em apenas quatro horas e meia; na Austrália e na Nova Zelândia, chegou à primeira colocação em downloads em dois dias. Entre os usuários de Android no mercado americano, quem baixou o app fica conectado em média 43 minutos diariamente, mais que o tempo gasto com o Whatsapp (30 minutos), o Instagram (25 minutos) e o Snapchat (23 minutos), de acordo com dados da Similar Web, uma empresa de análise de dados e inteligência de mercado especializada em internet.

O Pokemon Go já foi lançado em 8 países: Portugal, Itália e Espanha, que se juntam a EUA, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha e Reino Unido. No Brasil ainda não foi lançado, mas segundo o jornal The Japan Times, o aplicativo será lançado em 48h na Ásia, e depois deve ser lançado na América. Ou seja, a chegada do Pokemo Go ao Brasil está próxima!

Aproveitando o sucesso e o case do aplicativo, a Equipe do CICERONE e da Consultoria LOGICMUNDO aproveitam para dar 5 dicas aos empreendedores de Vinhedo.

 

1. Inovar sempre é imprescindível

O Pokemon Go é criação da startup Niantic Inc., incubada dentro do Google, mas saiu para vôo solo ano passado. Seu principal diferencial é utilizar a tecnologia mais avançada de Realidade Aumentada (AR) em jogos. Porém, sua grande inovação é usar dispositivos móveis (tablets, smartphones e etc.) para isso. Utilizar o serviço de geolocalização e mapeamento digital do Google ajudou muito. A empresa já havia lançado um thriller de conspiração e ficção científica chamada “Ingress”, mas não fez tanto sucesso quanto o último aplicativo. Uma idéia simples, utilizar dispositivos móveis, atrelado à tecnologia mais avançada no mercado. Apostamos que muitas empresas no mercado estão se perguntando, “como nunca pensei nisso antes?”.  

2. Saber qual é e como atingir seu público alvo é estratégico

A franquia do Pokemon pertencente à The Pokemon Company e foi lançado no Japão  em 1995, chegou ao Brasil poucos anos mais tarde. A franquia começou com um par de jogos lançados para o Game Boy original, desenvolvidos pela Game Freak e publicados pela Nintendo. Atualmente, a franquia se estende em jogos, cartas colecionáveis, série de televisão, além de filmes, mangás e brinquedos. No Mundo inteiro os jogos e as séries de televisão fizeram grande sucesso, e continuam até hoje. Um grande número de gerações de jovens durante esses quase 20 anos de franquia esteve influenciada por Pokemon. Ou seja, existe um imenso público, ainda mais na era Geek/Nerd, capaz de entender e dar valor à proposta do jogo. Afinal, para quem teve a infância influenciada por Pokemon é um sonho ser um “mestre Pokemon” e sair por aí “capturando” pikachus, squirtles, bulbassauros e charmanders.

3. Não há problema em ter gargalos, só vira problema quando não os resolvemos

Ter a demanda maior que a oferta é complicado, mas é um gargalo positivo, desde que se resolva e se entregue o serviço prometido. A Niantic Inc. teve sérios problemas com os seus servidores no lançamento do aplicativo, pois alguns usuários, como os brasileiros, burlaram as regras e fizeram contas do Pokemon Go em outros países mesmo estando em áreas que o aplicativo não havia sido lançado. Isso gerou um super congestionamento dos servidores e fez cair a rede do aplicativo. A empresa teve que bloquear os acessos para não prejudicar os serviços nos países já lançados. Para resolver os problemas a empresa contratou um time maior de desenvolvedores e já está aumentando o número de servidores para lançar em outras áreas do globo. Enquanto isso, a espera dos usuários como na Ásia e América do Sul geram “buzz” para manter o aplicativo nos trendtopics da internet.

4. Atender as expectativas é bom, superá-las é ótimo

Os fãs de Pokemon estão esperando desde o começo do ano pelo game Pokemon Go e já criaram blogs, sites e fóruns para trocar idéias sobre o aplicativo. No maior evento do mundo de game o E3 houve grande alvoroço sobre as características do aplicativo. O jogo acabou superando as expectativas, pois funciona perfeitamente nos países já lançados, e permite muito mais interação do que o previsto. Os jogadores podem comprar itens, passar em pokestops e conseguir pokebolas em pontos turísticos das cidades, fazer parte de equipes, transformar locais públicos em ginásios e trocar itens entre os jogadores. Ninguém imaginava que seria possível interagir entre dois planos, a realidade dos jogadores e a realidade do jogo, de modo tão perfeito e empolgante.

5. Melhorar sempre e buscar a excelência não é brincadeira

Agora o grande desafio é monetizar o aplicativo. A primeira maneira que os desenvolvedores pensaram são as compras de itens específicos dentro do jogo. Porém, com o aplicativo virando febre os estabelecimentos perceberam que poderiam atrair público se atraíssem pokemons e itens para sí, além de disponibilizar carregadores de celular e wifi´s poderosos. Assim nasceu a idéia de PokeStops, Ginásios e PokeStores patrocinados. Ou seja, pizzaria, bares, lanchonetes e restaurantes já estão usando o jogo para aumento de vendas, atraindo os jogadores e dando descontos. Com essa notícia a Nintendo, parceira no projeto teve seu valor de mercado aumentado em 7,5 bilhões de dólares. Ou seja, mal foi lançado o aplicativo e já vai passar por mudanças consistentes, pois faz sentido para o mercado, na busca por oferecer um serviço de qualidade e que gere rentabilidade. Um grande case!

 

Mas nem tudo são flores! Notícias estão circulando na internet sobre a questão da segurança das informações do aplicativo. Especialistas em segurança dizem que a versão para IOS, por exemplo, exige que os usuários dêem total acesso às informações da conta do Google, o que daria ao aplicativo poder de registrar uma grande quantidade de informações pessoais como e-mails do usuário, mapas, calendário, histórico de localização e etc. Mais um gargalo. Porém se o desenvolvimento do aplicativo continuar nessa velocidade logo a questão da segurança será resolvida.

 

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Texto: Thiago Tonus

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