Perder seu animal de estimação é muito comum, e o número de acontecimentos aumenta cada vez mais já que muitas pessoas hoje possuem cães e gatos. 

No entanto, com alguns plaicativos, encontrar o animal deve ficar mais fácil. Enquanto as grandes empresas de telefonia trabalham para criar ferramentas de segurança com identificação facial para seus clientes, uma startup da região de Campinas, chamada SciPet, desenvolveu um aplicativo para identificar animais, por meio também de identificação facial e corporal. Assim, encontrar cão perdido tem tudo para ficar mais fácil.

Trata-se do CrowdPet, um aplicativo colaborativo que funciona como uma espécie de “Instagram de animais”, com banco de dados que contará com a localização dos pets.

O idealizador do projeto e criador da startup, Fábio Piva, comenta que o foco é a identificação certeira do individuo, os donos de cães podem ir adicionando fotos do cão e o sistema vai criando uma perfil com todas as caracetrísticas.

Nesse caso, a foto aparece apenas para o usuário e os amigos também cadastrados no aplicativo. No caso do usuário identificar uma foto como sendo de um animal de rua, ela vira pública e automaticamente aparece para todos os cadastrados no aplicativo, ajudando em caso de intenção de adoção ou em caso de ser um animal perdido. Nessa última situação, o próprio aplicativo vai identificar o dono, por meio de fotos tiradas do animal anteriormente.

Os primeiros testes práticos serão realizados em dois pontos da cidade de VINHEDO: no condomínio Estância Marambaia, que possui 1,1 mil residências, e no Centro de Zoonoses da cidade. Nesses locais, haverá cadastro de animais para ver como o sistema opera e, a partir daí, corrigir falhas, caso elas ocorram.

A ideia veio resolver a demanda encontrada pela ONG Sopravi, que trabalha junto da startup para testar o aplicativo. “Isso será ótimo. Eu tenho muito animais e temos a demanda grande nesse sentido. Hoje temos apenas o Facebook para tentar encontrar um animal perdido, mas é muito difícil a comunicação. Agora, com esse reconhecimento facial, vai ficar muito mais fácil”, comentou Alessandra Fontanesi, presidente da ONG.

De início, os testes do aplicativo – desenvolvido inicialmente para sistemas operacionais Android – acontecerão em agosto. A intenção é lançá-lo no mercado até o fim do ano.

“Se tudo der certo, nossa intenção é criar também para iOS, mas para isso precisamos de mais recursos”, disse Piva. O projeto é desenvolvido com financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Fonte: Jornal Metro

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