Investimento em infraestrutura, redução de taxas fiscais ligadas ao turismo, como aviação, cruzeiros e parques temáticos, é essencial para incentivar o mercado nacional e tornar mais atrativo para brasileiros e a vinda de turistas estrangeiros ao Brasil.

De acordo com o advogado Guilherme Amaral, especializado no setor aéreo, os altos custos, o excesso de regulamentação e a burocracia tornam os voos ineficientes e muito caros na comparação com outros países.

Para ele, que falou no seminário Turismo e a Internacionalização do Brasil, uma iniciativa que traria benefícios a companhias aéreas e passageiros seria a diminuição e equalização de preços entre os estados do Brasil do querosene de aviação, que hoje implicam cerca de 40% do custo das empresas.

De acordo com dados da Embratur, o turismo representou 3,7% do PIB brasileiro do último ano, envolvendo 52 segmentos diferentes.

Segundo José Mário Caprioli, presidente do comitê executivo da Azul Linhas Aéreas, um voo que parte de São Paulo para Recife é 25% mais oneroso à empresa, e consequentemente aos passageiros, do que um com destino à Buenos Aires.

O valor do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sob o combustível também torna o roteiro dos cruzeiros nacionais mais caros do que os estrangeiros. Somando todas as despesas, operar no Brasil custa 50% a mais do que em qualquer outro lugar do mundo, segundo Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil (Cruise Lines International Association).

Outros gargalos do setor, para Ferraz, são a falta de estrutura adequada e atrasos em estudos e análises da costa brasileira.

Montanha Russa

Já no segmento de parques temáticos, a principal cobrança é a diminuição dos tributos para a compra e a instalação de equipamentos de grande porte, como as montanhas-russas.

Não dá para competir com outros parques no resto do mundo. Comprar montanha-russa no Brasil é três vezes mais caro do que nos Estados Unidos , afirmou José David Xavier, presidente do parque Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo.

Os altos impostos são resultado de uma mentalidade envelhecida dos políticos, segundo Mariana Aldrigui, pesquisadora de políticas públicas de turismo da USP. Quando se discute mais acesso ao turismo, a reação do legislador é taxar, em vez de incentivar turistas e empresas.

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