A Polícia Civil prendeu ontem um procurado da Justiça por homicídio, estupro e roubo, em Vinhedo. Ronaldo Adriano Novaes, 40, usava a documentação e cartões do irmão para fazer compras e trabalhar como construtor na cidade. Novaes foi levado ao 2º DP (Distrito Policial) de Campinas e deve ser encaminhado à Cadeia de Hortolândia. Ele foi condenado a 23 anos e quatro meses em regime fechado.

De acordo com o delegado de Valinhos responsável pelo caso, Sandro Jonasson, o acusado tem ao menos dez passagens na polícia – roubo, furto e estelionato – e mantinha um padrão alto de vida. Novaes estava foragido desde fevereiro de 2015, quando saiu sua condenação pelo assassinato, estupro e roubo que cometeu em 2002, em Jundiaí, contra uma mulher de 35 anos.

A investigação chegou a Novaes após denúncias de que um construtor estaria usando documentos falsos na região de Valinhos. Foi identificado que o falsário era Novaes e montada uma operação para prendê-lo.

A Polícia Civil descobriu o percurso que ele costumava fazer e, na manhã de ontem, armou um cerco na Rua Afonso Garbuio. Quando ele avistou as viaturas, abandonou o carro e fugiu correndo pelo mato. “Nossa estrutura era forte e conseguimos detê-lo. Ele entrou em luta corporal conosco, inclusive comigo ,até ser detido. Ele sabia que dali ele seria levado para cumprir pena por um bom tempo”, afirmou o delegado. Foi apreendido a Mitsubishi Pajero onde ele estava.

SITUAÇÃO JUDICIAL

As investigações descobriram que Novaes mandava advogados periodicamente aos Fóruns para saber qual sua situação judicial. “Ele tinha certo conhecimento para defesa técnica e jurídica e tentava se aproveitar disso. Vamos investigar seu irmão para saber se ele tinha conhecimento ou não do uso irregular que ele fez de sua documentação”, esclareceu o delegado. “Ele já morou um tempo em Louveira antes de se mudar para Vinhedo. Usava identidade falsa e conseguiu enganar a Justiça por algum tempo. Ele ficou preso e solto em diversos momentos ao longo desse processo todo”, disse Jonasson.

De acordo com a polícia, seu irmão mora no Paraná e não teve o nome revelado para não atrapalhar as investigações.

Em Vinhedo, Novaes morava com mulher e um filho, mas não tinha documentos oficializando a relação. A família poderá ser investigada por, supostamente, ter ocultado um procurado pela Justiça.

Novaes recorre em segunda instância na Justiça contra a condenação. A defesa impetrou um habeas corpus que aguarda julgamento.

Fonte: TodoDia

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