a greve de funcionários dos Correios afeta agências e serviço de entrega na região de Campinas, de acordo com sindicato da categoria (Sintect-CAS). O segundo dia de protesto, na sexta-feira (28), ocorre contra demissões, fechamento de unidades e demissões em todo Brasil.

A assessoria da entidade não soube estimar qual o total de unidades prejudicadas no município e nas outras 82 cidades da região onde funcionários são representados. Entretanto, a estimativa é de que pelo menos 60% dos funcionários que atuam em Campinas tenham aderido ao movimento.

Em relação à região, o Sintect-CAS informou que não é possível informar a estimativa de participação, uma vez que parte dos trabalhadores decidiu integrar os atos desta sexta-feira, e também há profissionais que não conseguiram ir ao trabalho por causa de paralisações no transporte. 

Uma nova assembleia da categoria está prevista para terça-feira (2). O horário, contudo, não foi confirmado pelo sindicato.

Os trabalhadores dos Correios decidiram entrar em greve às 22h de quarta-feira (26), segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect). A paralisação, segundo a entidade, é por tempo indeterminado, caso as negociações não avancem.

Os funcionários das agências franqueadas, que são terceirizados, não participam da greve. A empresa possui atualmente cerca de 6,5 mil agências próprias, além de mais de 1 mil franqueadas.

Os Correios enfrentam uma severa crise e medidas para reduzir gastos e melhorar a lucratividade da estatal estão em pauta. O presidente, Guilherme Campos, afirmou que a estatal teve um prejuízo estimado de R$ 400 milhões no primeiro trimestre, após ter tido prejuízo anual de cerca de R$ 2 bilhões em 2015 e em 2016. Ele disse ainda que a empresa não tem condições de arcar com sua folha de pagamentos e que demissões de servidores concursados estão em pauta.

Fonte: G1 

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