Neste 25 de Junho, comemoramos o Dia do Imigrante. Por aqui, a data foi instaurada na esteira do encerramento da Semana de Imigração Japonesa, que é marcada por várias festividades e se inicia no dia 18. Em vigor desde 1957, o dia foi instituído a partir da lei 30.128.

Reconhecidamente um país de intensa miscigenação, o Brasil faz bem em guardar a lembrança de todas as etnias responsáveis por nossa constituição como Estado, sejam elas representadas pelos habitantes pré-coloniais, negros escravizados ou pelos diversos povos que, de outras formas, abandonaram sua terra natal para povoar a nossa. Esse processo de ocupação se deu de formas diferentes de acordo com cada região do país. Os portugueses estabeleceram-se como colonizadores e imigrantes desde a chegada das caravelas de Cabral. A partir de 1853, passamos a receber da Península Ibérica levas de trabalhadores para as fazendas de café. Fixaram-se, sobretudo, no estado de São Paulo.

Os italianos começaram a chegar ao Brasil antes da unificação italiana de 1870. O governo brasileiro incentivava a vinda de imigrantes europeus desde o fim do tráfico negreiro, e a Itália estava interessava em enviar para fora seu excedente populacional. As áreas que mais receberam os frutos deste acordo estavam em São Paulo, no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina.

Os japoneses encontram-nos por seu próprio país ter atravessado uma grave crise econômica e social. De 1908 em diante, as autoridades japonesas passaram a facilitar a emigração como estratégia de controle de danos internos. Enquanto isso, nós precisávamos de mão-de-obra para as zonas agrícolas. Nasce a parceria.

Alemães povoam nossa região Sul a partir de 1924. Aqui, fundam colônias como as de São Leopoldo (RS), Rio Negro (PR) e São Pedro de Alcântara (SC), além de ergueram Joinville e Blumenau. São elementos vitais, ainda hoje, de toda a cultura gaúcha.

Em maior ou menor grau, muitos outros grupos são também responsáveis pela formação brasileira. Temos os russos, ucranianos e poloneses, espanhóis e holandeses, e ainda outros que não citamos para nos ater aos majoritários. Fundamentalmente, são todos parte deste grande caleidoscópio de influências a que chamamos Brasil. 

E viva o 25 de Junho por tudo o que ele nos trouxe, nos traz e representa!

 

 

Texto: Nina Carvalho

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