Um dirigível é esperado na tarde desta sexta-feira (16), cruzando os céus de VINHEDO e VALINHOS. Produzido pela empresa Airship do Brasil, instalada no município de São Carlos (SP), ele está em fase final de testes e é o primeiro modelo fabricado na América do Sul. Não há previsão exata de horário para a passagem da aeronave pelas cidades, mas ela deve ocorrer a partir das 13h30.

O ADB 3-X01, como foi batizado, está em viagem de testes e a divulgação que começou no início de fevereiro, em São Carlos, foi finalizada no Rio de Janeiro, onde a aeronave fez promoções durante o período de Carnaval. A viagem de volta prevê novo sobrevoo em VINHEDO e VALINHOS no dia 16 de fevereiro. Ele chegou a passar por ambos os municípios no dia último dia 5.

O dirigível é uma aeronave mais leve que o ar e surge como nova alternativa para o serviço de vigilância e transporte de peças e pessoas, sobretudo na Amazônia, uma vez que a aeronave é mais econômica que um avião, mais rápida que um caminhão, bem como mais segura que os meios de transportes tradicionais.

O equipamento que vai sobrevoar VINHEDO e VALINHOS tem 49 m de comprimento e 17 m de altura, com capacidade de carga em torno de 1,5 tonelada e espaço para um piloto e até 5 outros ocupantes. Possui um motor de potência 300 HP, atingindo velocidades de até 85 km/h.

Em um ano, a empresa pretende lançar uma versão comercial, que terá a capacidade ampliada para carregar 3 toneladas. Em meados de 2019, será a vez do ADB-3-30, que terá 120 metros e poderá carregar até 30 toneladas – como comparação, o Boeing 747-8 mede 76 metros. Pelo menos cinco empresas privadas e duas estatais já estão negociando a compra ou locação das aeronaves, diz Paulo Caleffi, presidente da Airship.

O desenvolvimento do dirigível consumiu R$ 150 milhões, sendo parte financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O grupo aguarda homologação dos dirigíveis que serão comercializados pela Agência Nacional de Aviação (Anac), o que deve ocorrer em um ano. O protótipo será utilizado na escola de pilotos de dirigíveis criada pela empresa.

Foram 24 anos de pesquisa até o lançamento, em 2017. Cerca de 80% das peças usadas no dirigível são nacionais. O projeto interessa a empresas privadas e públicas. Os Correios já estudam parceria no desenvolvimento de projetos futuro que possa carregar até 30 toneladas. Além disso, empresas de energia avaliam usar a aeronave para inspeção de redes de transmissão.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.