Em coletiva no último domingo o Governador do Estado de São Paulo, João Dória, anunciou a vacinação da Enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, moradora de Itaquera que atua na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e também próximos passo para a implementação do programa de vacinação no estado.

A primeira pessoa escolhida para tomar a Coronavac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria, no Brasil, com o Instituto Butantan, foi Mônica Calazans, de 54 anos. Ela é mulher, negra e enfermeira.

Arquivo pessoal

Ela recebeu a CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan, em ato simbólico logo após reunião da Anvisa que autorizou o uso emergencial. Enfermeira do hospital Emílio Ribas, Mônica é integrante do grupo de risco da covid-19, possui sobrepeso, é hipertensa e diabética.

Mônica mora em Itaquera, na zona leste da capital paulista, e trabalha na UTI em dias alternados, em escalas de 12 horas. O setor tem 60 leitos exclusivos para pacientes de Covid-19.

A enfermeira trabalhou como auxiliar de enfermagem por 26 anos e decidiu fazer faculdade numa fase já madura, se formando aos 47 anos.

Quais são os próximos passos?

Segundo anunciou o Governador a logística de entrega e distribuição da vacina no Estado de São Paulo irá se iniciar na segunda feira, 18, a prioridade do Plano Estadual de Imunização (PEI), conforme anunciado anteriormente, serão os profissionais da saúde, entra em operação o plano logístico de distribuição de doses, seringas e agulhas, com envio das grades para imunização de trabalhadores de saúde de seis hospitais de referência do estado: Hospital das Clínicas de São Paulo e de Ribeirão Preto (USP), HC de Campinas (Unicamp), HC de Botucatu (Unesp), HC de Marília (Famema) e Hospital de Base de São José do Rio Preto (Funfarme).

As unidades foram selecionadas para a fase inicial porque são hospitais-escola regionais, com maior fluxo de pacientes. Os seis hospitais citados devem iniciar nesta semana a vacinação de suas equipes, que totalizam 60 mil trabalhadores.

Após a vacinação desse grupo formado por 60 mil profissionais de saúde, o próximo passo será o envio das vacinas e insumos a polos regionais para redistribuição às prefeituras. Novamente, as prefeituras devem priorizar a vacinação de profissionais de saúde que atuam no combate à pandemia, conforme a recomendação do governo estadual.

Os municípios também deverão imunizar nessa primeira fase a população indígena, com apoio de equipes da atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cada hospital será responsável pelo preenchimento dos sistemas de informação oficiais definidos pela secretaria da Saúde para monitoramento da campanha.

Segundo informou o secretário estadual executivo de Saúde em São Paulo, Eduardo Ribeiro, o Estado tem capacidade de distribuir 2 milhões de doses da vacina por semana.

Como a Coronavac precisa ser aplicada em duas doses, as 10,8 milhões já importadas ou envasadas pelo instituto servirão para imunizar 5,4 milhões de pessoas, o que representa pouco mais de 2,5% da população brasileira.   

De acordo com Ribeiro, os 200 municípios mais populosos do Estado deverão receber remessas da vacina, enquanto que os outros 445 poderão fazer a retirada das doses em centros de distribuição.

CRONOGRAMA COMPLETO DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO CONTRA O CORONAVÍRUS

– 25 de janeiro a 28 de março

– 9 semanas de duração

– 18 milhões de doses

– Duas aplicações por pessoa, com intervalo de 21 dias entre a primeira e a segunda dose

Cronograma de vacinação:

Dose 1
25/01 Profissionais da Saúde, indígenas e quilombolas
08/02 Pessoas com 75 anos ou mais
15/02 Pessoas com 70 a 74 anos
22/02 Pessoas com 65 a 69 anos
01/03 Pessoas com 60 a 64 anos

Dose 2
15/02 Profissionais da Saúde, indígenas e quilombolas
01/03 Pessoas com 75 anos ou mais
08/03 Pessoas com 70 a 74 anos
15/03 Pessoas com 65 a 69 anos
22/03 Pessoas com 60 a 64 anos

Governo lança site Vacina Já para pré-cadastro da imunização contra COVID-19

O Governo de São Paulo lançou neste domingo (17) o site www.vacinaja.sp.gov.br para agilizar a campanha de vacinação contra o COVID-19 no estado.

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Nele, todas as pessoas aptas a receber a vacina do Butantan podem fazer um pré-cadastro. Nesta primeira etapa, o grupo prioritário é formado por profissionais de saúde e indígenas.

O pré-cadastro não é um agendamento, mas vai garantir um atendimento mais rápido nos locais de vacinação e evitar a formação de aglomerações. O fornecimento das informações é opcional, mas a participação de cada um vai ajudar toda a sociedade.

Quem não conseguir fazer o pré-cadastro não precisa se preocupar, pois a vacinação também será feita sem ele. Apenas será necessário fazer o cadastro completo na unidade de vacinação. A maior parte dos profissionais de saúde vai receber a vacina nos seus locais de trabalho.

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