Durante os meses anteriores à eleição presidencial, os estudantes da Escola de Jornalismo da Énois, em São Paulo, e os jovens do data_labe, no Rio, farão a checagem semanal de fatos e boatos que podem impactar no processo eleitoral, distribuídos por suas redes de Whatsapp – majoritariamente jovens e periféricas.

As checagens serão publicadas em pílulas, em texto e imagem, e serão distribuídas de volta por WhatsApp numa logística reversa da mensagem, buscando furar uma bolha da rede, que é privada e fechada.

Além do Whatsapp, as informações conferidas serão distribuídas no Twitter – divulgando com a hashtag #checazap todo conteúdo checado –, na página Quebrando o Tabu no Facebook, no HuffPost Brasil na web e em boletins semanais na CBN.

Os resultados das checagens serão distribuídos às sextas-feiras pelo Whatsapp. E usuários também podem enviar mensagens com conteúdo para ser checado para o número: 11 98952-0934 (e entrar na nossa lista de transmissão).

O objetivo do projeto é contribuir com um processo eleitoral mais transparente, combatendo a desinformação na plataforma que será uma das grandes responsáveis pelos processos decisórios dos eleitores nas duas grandes capitais.

 

CBN TAMBÉM LANÇOU PLATAFORMA DE CHECAGEM DE FATOS NA ÚLTIMA SEGUNDA FEIRA

 

 

A CBN lança nesta segunda-feira (30) a seção Fato ou Fake. O objetivo é alertar os brasileiros sobre informações duvidosas disseminadas na internet ou pelo celular, esclarecendo o que é notícia (fato) e o que é falso (fake).

 

Jornalistas farão um monitoramento diário para identificar postagens e conteúdos suspeitos muito compartilhados nas redes sociais e por aplicativos de mensagens como o WhatsApp. Participam da apuração equipes de G1, O Globo, Extra, Época, Valor, CBN, GloboNews e TV Globo.

 

Cada um desses veículos poderá publicar as checagens feitas em conjunto. Ao juntar forças entre as diversas redações, será possível verificar mais mensagens e postagens suspeitas – e mais rápido.

 

Também haverá um bot (robô) no Facebook e no Twitter que responderá se uma informação é fato ou fake, caso já tenha sido checada pelos jornalistas da CBN.

 

Especialistas afirmam que a disseminação de informações falsas nas redes sociais é um dos principais desafios a serem enfrentados hoje, pois elas prejudicam a tomada de decisões e colocam em risco a democracia. O fenômeno da desinformação, inicialmente conhecido como das fake news , foi visto em eleições nos Estados Unidos, no Reino Unido, na França, na Alemanha e, mais recentemente, no México.

 

A equipe do Fato ou Fake também irá checar discursos de políticos, conferindo selos às declarações (veja quais são ao final deste texto). O objetivo é confrontar as versões dadas como oficiais e impedir a difusão de rumores.

 

O trabalho do grupo – que não se resumirá ao período eleitoral – é destinado a apurar fatos comprováveis. Não serão abordadas opiniões nem informações lastreadas em observações de tendências ou previsão de acontecimentos futuros.

 

A dúvida leva à verdade

 

O lançamento do projeto foi precedido por uma campanha de divulgação em TV, rádio e jornal com o mote Duvide . Um dos vídeos de divulgação resume o espírito do projeto: O bom jornalismo nasce da dúvida. Se aconteceu, é fato. Se é mentira, é fake. Só que hoje em dia é muito difícil separar o fato do fake. Saber se é inventado ou se aconteceu mesmo. É para isso que serve o jornalismo. Para conferir para você. Se você tem dúvida, a gente confere. Se você não sabe se é verdade, a gente checa a fonte. Um bom jornalista não publica nada sem duvidar antes. Se não confere, não é jornalismo. E conferindo a gente descobre o que de fato é fato e o que de fato é fake. Porque a dúvida leva à verdade. E a gente só trabalha com ela. Jornalismo é isso. A gente duvida. A gente confere. A gente informa. FATO OU FAKE. É jornalismo para o fake não virar news .

 

Metodologia

 

Os jornalistas irão monitorar as redes sociais por meio de um amplo leque de ferramentas. Também contarão com a contribuição de leitores para sugerir checagens e trocarão informações e dados entre si sobre o resultado do monitoramento e das checagens.

 

Após a constatação de que uma mensagem tenha sido muito compartilhada nas redes sociais, os jornalistas irão investigar a fonte que deu origem à informação, se ela está fora de contexto ou é antiga e se as imagens apresentadas correspondem ao que é narrado.

 

Em seguida, serão ouvidas as pessoas citadas na informação supostamente falsa. A apuração segue com a manifestação de fontes oficiais, testemunhas e especialistas que possam ajudar a esclarecer o que está escrito ou dito na mensagem.

 

O principal critério de checagem é a transparência de informações, baseada em três pilares:

 

Transparência de fontes – o objetivo é que o leitor veja com clareza o caminho de apuração percorrido pelo jornalista para verificar se a informação é falsa ou não. Para isso, todas as fontes consultadas durante a checagem estarão identificadas no texto, sejam elas pessoas ou instituições.

 

Transparência de metodologia – o processo de seleção da mensagem a ser checada, a apuração e a classificação da checagem são claras, deixando em destaque o que levou a informação a ser checada, como ocorreu a apuração e o porquê de tal informação ter sido classificada como falsa ou não.

 

Transparência de correções – caso haja alguma modificação na checagem que tenha comprometido a sua publicação original, esta alteração estará devidamente identificada e informada na reportagem.

 

Os títulos das checagens publicadas serão sempre claros, já deixando em destaque se a informação é verdadeira ou não. Os selos utilizados para classificar as mensagens como falsas ou verdadeiras também são destacados para evitar interpretações dúbias sobre as checagens.

 

Os selos utilizados são:

 

Fato – quando a informação checada é totalmente verídica e comprovada por meio de dados, datas, locais, pessoas envolvidas, fontes oficiais e especialistas.

 

Não é bem assim – quando a informação é parcialmente verdadeira, exagerada ou incompleta, exigindo um esclarecimento ou uma maior contextualização para ser totalmente compreendida.

 

Fake – quando a informação não se baseia em fatos comprovados por meio de dados, datas, locais, pessoas envolvidas, fontes oficiais e especialistas.

 

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.