A Prefeitura de Vinhedo declarou na semana passada que a cidade não tem registro de casos de Leishmaniose. A preocupação com a doença veio à tona na última quarta-feira, 21, após 16 casos de Leishmaniose Visceral canina serem confirmados no município vizinho, Valinhos.

Em Vinhedo foi registrado apenas um caso suspeito no último ano da doença em um cachorro, mas o resultado deu negativo. Em humanos , não há nenhum caso suspeito de contaminação no município.

Por precaução, o Setor de Zoonoses da Secretaria de Saúde de Vinhedo está intensificando o trabalho junto às clínicas veterinárias, protetores animais e outros, levando informações sobre a doença e também explicando como devem ser conduzidos os casos suspeitos (notificação e coleta de material para exame).

De todos os casos registrados em Valinhos, quatro cães morreram, um foi submetido à eutanásia e outros seis aguardam resultado de exame de sangue, para constatar se estão em condições de serem submetidos a tratamento. Ainda há 114 cães em investigação.

Segundo os médicos veterinários, o primeiro caso de Leishmaniose Visceral canina em Valinhos foi registrado no mês de maio, no Jardim Paraná, a partir de notificação de uma clínica veterinária particular. Logo após, outros casos foram confirmados nos bairros Nova Suíça e Clube de Campo.

 

O você precisa saber sobre a Leishmaniose?

 No cão doente ocorre emagrecimento, queda de pelos, lesão nos olhos, crescimento e deformação das unhas, paralisia das pernas e desnutrição. Já nos humanos os principais sintomas da doença são: febre de longa duração, aumento do fígado e do baço, perda de peso e fraqueza.

Um ou mais desses sintomas podem começar a se manifestar em até dois anos, porém, mesmo sem a manifestação da doença o cão infectado pode transmitir o protozoário ao mosquito, porque fica alojado mais em nível cutâneo. Já em humano a transmissão não é registrada, pois a doença acomete mais as vísceras.

Como previnir?                            

Para o controle da reprodução do vetor, a recomendação é manter as áreas ao redor da casa, pé das árvores limpos e outros locais que costumam acumular sujeira sempre limpos e com espaço para a passagem da luz do sol. O mosquito se reproduz em matéria orgânica em decomposição, como montes de folhas, restos de grama e de poda de árvores deixados em lugares úmidos e sombreados.

A orientação também é para a colocação de telas nas portas e janelas e, se possível, no abrigo dos cães para impedir a entrada do mosquito, que tem hábito noturno. Também é recomendado o uso de repelentes, de camisa de manga comprida e calça nos trabalhos ao redor de casa e a colocação de coleira repelente para mosquito flebótomo (mosquito palha) nos cães.

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