O Ministério Público (MP-SP) apura irregularidades e más condições do asfalto de Vinhedo (SP). De acordo com a Promotoria, caminhões carregados com massa asfáltica que deveriam ser usados em operações tapa-buraco nem chegaram a ir até o município ou foram disponibilizados com menos quantidade que o previsto. Na segunda-feira (18), foi protocolado um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Vereadores para investigar o caso.

A Prefeitura de Vinhedo informou, em nota oficial, que está dentro do prazo para prestar os esclarecimentos ao Ministério Público e que ainda não vai se manifestar sobre a CPI na Câmara. A Promotoria analisa ainda as notas fiscais emitidas pela empresa contratada para fornecer areia, pedras e asfalto.

No levantamento feito de outubro a dezembro do ano passado, o Ministério Público constatou que duas notas fiscais foram emitidas no mesmo dia, em um intervalo de dez minutos. No entanto, o motorista é o mesmo e não poderia estar nos dois lugares no período. Pelo menos 23 caminhões que deveriam prestar o serviço não passaram por Vinhedo, de acordo com análise das câmeras de segurança.

Pelo menos duas empresas que fornecem materiais para a Secretaria de Serviços Gerais de Vinhedo são investigadas. As supostas irregularidades foram citadas em depoimentos de servidores ao Ministério Público. Um funcionário de carreira da pasta admitiu que chegou a assinar notas sem existir a entrega. Ele afirmou que obedecia ordens do secretário Márcio Campos, conhecido como Balu.

Outro funcionário disse ainda que se surpreendeu ao ver o porteiro assinando uma nota de entrega de asfalto, sendo que a mercadoria não estava junto. A Prefeitura de Vinhedo exonerou o secretário, o diretor da pasta, Paulo Marciano, e afastou por 30 dias o funcionário de carreira.

 

Defesas 

Além de dizer que está dentro do prazo, a Prefeitura de Vinhedo informou que os vereadores têm seis meses para concluir a investigação na CPI da Câmara. A empresa Único Asfaltos disse que nunca teve nenhuma relação com a administração do município, enquanto a Galvani não retornou às ligações. A EPTV, afiliada da TV Globo, não conseguiu contato com Márcio Campos e Paulo Marciano.

* Via G1

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