A Região Metropolitana de Campinas (RMC) registrou aumento de 13,4% no número de trabalhadores informais nos últimos seis anos. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os municípios tinham 689 mil pessoas na informalidade em agosto de 2010, enquanto no mesmo mês deste ano o índice é 781,5 mil, o que equivale a uma alta de 92,4 mil profissionais.

Sumaré (SP) é a cidade da RMC com mais trabalhadores informais. Segundo os dados do Caged, são 100,9 mil pessoas contra 42 mil com carteira assinada. Em Hortolândia (SP), os profissionais sem vínculo com as empresas chegam a 80 mil (38,4 mil formais) e, em Santa Bárbara d’Oeste (SP), o número de funcionários na informalidade é de 73,5 mil. Já os moradores com registro no município é de 43,7 mil.

De acordo com o economista Roberto Brito de Carvalho, o aumento de profissionais na informalidade é um problema grave e causa impactos como atraso na aposentadoria e diminuição da renda da população. Além disso, a mudança gera uma precariedade social da população, que fica cada vez mais dependente de serviços públicos de saúde e educação.

“Cai o nível do recebimento de impostos municipais e também estaduais, mas a principal preocupação é relacionada aos impactos trabalhistas, porque a arrecadação da previdência social acaba diminuindo e, por outro lado, existe um gasto maior porque os trabalhadores que estão na ecomomia informal fazem uso do auxílio-desemprego e de outros benefícios pagos pela previdência”, disse o especialista.

Além disso, ainda de acordo com o Caged, o número de cidades onde o índice de pessoas na economia informal é maior do que na formal passou de seis para oito. São elas: Artur Nogueira (SP), Cosmópolis (SP), Hortolândia (SP), Monte Mor (SP), Santa Bárbara d’Oeste (SP), Sumaré (SP), Engenheiro Coelho (SP) e Indaiatuba (SP).

 

Única alternativa

A moradora de Indaiatuba Carla de Oliveira trabalhava como cobradora de ônibus, mas foi demitida. Como alternativa, ela passou a fazer trufas de chocolate para vender e complementar a renda da família. O marido dela também perdeu o emprego e entrega lanches e pizzas ao finais de semana. “O dinheiro que eu recebo eu compro mais produtos e separo o lucro”, disse.

Já o colorista Leandro Fernandes trabalha sem carteira assinada há oito meses e afirmou que está desconfortável com a situação. “É muito ruim, a gente não tem benefício nenhum. Não temos garantia nenhuma”, contou.

 

Índice de desemprego

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município da Região Metropolitana de Campinas com maior índice de desemprego em 2016 é Nova Odessa, com 15,7%, seguido de Artur Nogueira (14,8%), Pedreira (13,9%), Paulínia (13,9%) e Vinhedo (12,9%).

 

Fonte: G1

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