Vinhedo hoje é umas das pequenas cidades da Região Metropolitana de Campinas, e sempre teve seu desenvolvimento e crescimento ligado à ocupação do território, como ponto de parada dos tropeiros e exploradores ou como terreno ideal para plantação e agricultura. Em 1620, aproximadamente, época do ciclo do ouro, surgiu um pequeno povoado na Estrada da Boiada (estrada que até hoje corta a cidade de Vinhedo.

 

A estrada estava justamente no vale entre a Fazenda Cachoeira e a Estrada Velha de Campinas, a Rocinha foi se tornando, a partir de 1840, uma pequena vila onde escravos negros beneficiavam café, que logo passaria a ser vendido para cidades próximas e, posteriormente, a capital paulista. Com abolição muitos escravos foram para Minas Gerais e para a capital,poucos permaneceram na pequena vila que já tinha em sua população a presença de imigrantes portugueses, espanhóis, alemães, franceses, árabes, alguns norte-americanos e principalmente italianos.

 

Em 31 de outubro de 1908, o governador do Estado de São Paulo, Albuquerque Lins, promulgou a Lei nº1138, criando o Distrito de Paz de Rocinha, no município de Jundiaí e, pela proximidade com aquela cidade, acabou atraindo novos moradores. O Distrito, antes simples pousada de bandeirantes e tropeiros, tornou-se um dos principais locais da região. Muitos imigrantes europeus viram na cidade um ótimo lugar para cultivar uva, figo e outras culturas. A economia local passou a ser sustentada pela agricultura familiar bastante diversificada.

 

A Rocinha como era conhecida, foi crescendo ao longo do tempo. Na década de 20, a agricultura deixou de ser o principal ramo de economia, quando foi construída a primeira indústria do Distrito, a Fiação e Tecelagem Sant’Anna, inaugurada em 1925. Em 1947, foi fundada a Cerâmica Jatobá, e em 1953, a Carborundum. O Distrito passou a ser alternativa aos altos custos de instalação em Jundiaí e Campinas.

 

A Rocinha foi ganhando cada vez mais importância na região e a emancipação política era questão de tempo. Diversas pessoas influentes na cidade, como médicos, jornalistas e famílias tradicionais, captando o anseio da população em se desligar de Jundiaí, iniciaram o processo de emancipação política. Este grupo de emancipadores era liderado pelo médico Abrahão Aun e composto por Alcides Guarido, Aristides de Paula, Antônio Medeiros Júnior, Antônio Elias, Antônio Vendramini, Agenor de Mattos, Antônio Zechin, Antônio Maria Torres Filho, Milton de Souza Meirelles, Monsenhor Favorino Carlos Marrone, Carmelo Consolo, Humberto Pescarini, Henrique de Barros Leite, Júlio Francisco de Paula, Jacob Matenhauger, Gumercindo Rocha, Luiz Rotella, Manoel de Sá Fortes Junqueira Júnior, Manoel Fernandes, Odilon de Souza e Epiphânio Salustiano de Souza.

 

Um plebiscito foi marcado para 24 de outubro de 1948, plenamente democrático e simples, onde todos podiam votar. Eram homens e mulheres acima de 18 anos, que viviam no Distrito, no mínimo há dois anos. Dos 1.666 eleitores que compareceram à votação, 1.563 lutaram pela emancipação, oficializada no mês de dezembro do mesmo ano.

 

Em 2 de Abril de 1949 Rocinha torna-se município, sendo sugeridos para a nova cidade nomes como Parreiral, Videiral, Videiras, Vinhalândia e o escolhido, Vinhedo. Seus habitantes são chamados Vinhedenses. Nesse mesmo dia aconteceu a escolha do primeiro prefeito, tendo como candidato único, o médico Abrahão Aun. E assim a história moderna da cidade passou a ser escrita.

 

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