Nesse último domingo, 18 de Setembro, aconteceu o encerramento das Paraolimpíadas do Rio de Janeiro. As competições foram um grande espetáculo e puderam confirmar a tendência de fortalecimento dos paradesportos. Segundo a organização as vendas de ingressos e a expectativa de público foram superadas. Na festa final teve show eclético e democrático como os Jogos. No grande palco armado no gramados misturaram os tambores dos Batuqueiros do Silêncio, sob o comando de Gaby Amarantos; a guitarra baiana de Armandinho; o rock pesado de Andreas Kisser; a guitarra de Johnatha Bastos, que não tem os dois braços e toca com os pés. Tudo junto, numa mistura de incrível sonoridade. 

A música erudita marcou presença na voz do tenor Saulo Laucas, com o hino nacional brasileiro. Após a entrada das bandeiras dos 160 países participantes dos Jogos, foi a vez de a Nação Zumbi e as cantoras Vanessa da Mata e Céu darem seu show. Nas arquibancadas, o público ajudava a iluminar o espetáculo com os celulares. Na grande platéia em frente ao palco, os atletas acompanhavam tudo de camarote. 

O som parou para a entrega do prêmio Whang Youn Dai aos atletas que melhor representam o espírito Paralímpico: o nadador Ibrahim Al Hussein, nascido na Síria e membro da equipe de refugiados, e a corredora de cadeira de rodas americana Tatyana McFadden.

Depois, ao som de One Love, de Bob Marley, na voz do cantor Saulo, os voluntários dos Jogos também foram homenageados. 

O Japão, que sediará em Tóquio os próximos Jogos, mudou o tom de festa por alguns minutos. Saíramm os ritmos brasileiros, entrou a mistura de tecnologia e tradição que caracteriza o país asiático. Koichi Omae, dançarino que teve a perna esquerda amputada, mostrou que sabe usar a deficiência a seu favor. E Akira Hiyama, artista com deficiência visual, fez do palco uma iluminada pista de música eletrônica. 

RAQUEL VIEL

A nadadora de Vinhedo, como noticiamos aqui no CICERONE, nadou 3 categorias nos Jogos: 100m peito feminino SB13, 100m costas feminino S12 e 50m livre feminino S12. O melhor resultado de Raquel foi o quarto lugar no 100 metros costas, mas também melhorou sua marca nos 100m peito. Não foi dessa vez que Raquel trouxe uma medalha, mas em entrevista à TV Canal Brasil deixou claro que o resultado é muito positivo e está pronta para treinar mais e melhorar ainda mais seus tempos.

RUGBY DE CADEIRA DE RODAS

A seleção brasileira de Rugby de Cadeira de Rodas se despediu da competição ficando com o 8º lugar depois de perder para a França. O resultado parece ruim, mas quem acompanha o esporte sabe da dedicação dos jogadores e da comissão técnica só para estar nos Jogos. Fizeram bons jogos na fase de grupos, ma pegaram times de peso logo de cara e isso dificultou bastante. A Austrália campeã em Londres 2012, que venceu o Brasil por 72 a 45 na fase de grupos, bateu os USA na grande final por 59 a 58 depois de um jogo eletrizante e uma prorrogação disputadíssima!

O Rugby de Cadeira de rodas parece ter sido acolhido para o publico visitante no Rio de Janeiro com um dos mais emocionantes, e não é por acaso. A torcida foi bem importante durante todos os jogos. Continue acompanhando as novidades dos paradesportos aqui no CICERONE!

 

Texto: Thiago Tonus

(Foto: OIS/IOCAl/Tielemans)

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