Hoje, 20/07, a tocha Olímpica passa por Campinas, a maior cidade da nossa Região. O símbolo percorrerá um trajeto de aproximadamente 15 quilômetros, passando pelas principais avenidas centrais e pontos turísticos até chegar na Praça Arautos da Paz, onde será acesa a pira olímpica em uma grande cerimônia. No site oficial do revezamento da tocha o trajeto está programado para passar pelas ruas: Rua Pedro Anderson, Avenida José de Souza Campos, Praça Imprensa Fluminense, Avenida Princesa D´oeste e Rua dos Expedicionários. Porém, a diretora de Turismo de Campinas, Alexandra Caprioli, concedeu entrevista à Gazeta de Piracicaba e afirmou que precisam ser definidas adequações no percurso, mas a diretora adiantou que as avenidas Francisco Glicério, Norte-Sul, Avenida Brasil e Orosimbo Maia estão no itinerário. A tocha sairá às 16h da Estação Cultura e às 19h chegará na Praça Arautos da Paz.

 

A cidade teve direito a indicar seis pessoas para o percurso. As demais são indicações dos três patrocinadores do evento. Um deles, por exemplo, já selecionou nas escolas da rede pública, através de concursos, jovens do ensino médio e crianças para se revezarem no carregamento da tocha. Os seis indicados pelo município foram o ex-jogador de vôlei Maurício Lima, a campeã mundial do salto com vara Fabiana Murer, ex-tenista Ricardo Melo, a ex-atleta especialista em heptatlo Conceição Geremias, a nadadora Fabiana Sugimori e o ex-jogador de futebol João Paulo.

Campinas é uma das 86 cidades, das 300, em que a tocha vai “dormir”, ou seja, que haverá uma cerimônia com a pira olímpica. Além da capital, Itapetininga (dia 16), Bauru (17), Ribeirão Preto (18), Franca (19), Campinas (20), Osasco (21), Santos (22), São Bernardo do Campo (23) e São José dos Campos (26) são as cidades paulistas que abrigarão a tocha olímpica ao final do dia e devem ter eventos festivos.  

Um pouco de história

A Grécia antiga cultuava o poder e o fogo. Na mitologia grega, Prometeu roubou o fogo de Zeus e deu aos humanos. Para celebrar a passagem do fogo de Prometeu ao homem, os gregos faziam corridas de revezamento. Os atletas passavam a tocha entre si até que o vencedor cruzasse a linha de chegada. Os gregos fizeram seus primeiros Jogos Olímpicos em 776 A.C. Realizados a cada quatro anos em Olímpia, honravam a Zeus e a outras divindades. 

Porém, depois da primeira edição dos Jogos Modernos em Atenas (1896) somente em 1928, nos Jogos de Amsterdã, foi que o fogo olímpico ressurgiu. A primeira pira olímpica manteve o fogo aceso durante toda a duração da Olimpíada.

A chama passou a ser acesa com a corrida da tocha na abertura dos jogos, em Berlim 1936. A primeira tocha foi carregada por 3000 corredores até o estádio olímpico de Berlim, tudo foi calculado para que a chegada coincidisse com o exato momento da festa. Muitos não associam, mas o revezamento da tocha Olímpica teve seu retorno durante o Regime Nazista, sob a tutela de Hitler, em uma tentativa de camuflar os objetivos anti-semitas, racista e militarista.

O ritual foi criado para estabelecer um elo entre os jogos da antiguidade e os jogos contemporâneos. A chama olímpica representa a pureza da eterna juventude olímpica. Serve de elo entre o berço das Olimpíadas na Grécia e as cidades-sede, dos jogos contemporâneos.

A tocha olímpica é acesa em uma cerimônia nas ruínas de Olímpia na Grécia. Raios de sol refletidos por um espelho dão origem à chama. Mulheres vestindo túnicas no estilo grego antigo conduzem todo o ritual e passam a tocha ao primeiro corredor.

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