Vinhedo e Valinhos não recebem vacinas e adiam aplicação de segunda dose em moradores acima de 90 anos

VINHEDO

A Secretaria de Saúde de Vinhedo não recebeu do governo estadual o lote de vacinas para aplicar segunda dose em pacientes com 90 anos ou mais e profissionais de saúde que já foram imunizados com a primeira dose. Como não recebeu as doses, a Secretaria precisou suspender a vacinação dos profissionais de saúde marcada para essa sexta-feira (26) e também a vacinação dos moradores de 90 anos ou mais agendada para segunda-feira (1º de março) e terça-feira (2).

A Secretaria de Saúde informou que novas datas da vacinação serão divulgadas imediatamente após a confirmação do envio das doses pelo governo estadual. Segundo a Vigilância em Saúde, aproximadamente 300 profissionais de saúde deveriam tomar a segunda dose na sexta-feira e cerca de 300 idosos com 90 anos ou mais deveriam ser vacinados com a segunda dose na segunda e terça-feira.

“Estamos cobrando o envio das vacinas o mais rapidamente possível”, explicou o diretor de Vigilância em Saúde de Vinhedo, Milton Ribolli.

O diretor acrescentou que a orientação inicial da Secretaria Estadual de Saúde é de que a segunda dose da Butantan/Coronavac fosse aplicada 21 dias após a primeira dose, mas, conforme atualização do documento técnico da campanha de vacinação, do dia 17 de fevereiro, essa orientação foi alterada para 28 dias, como recomenda o fabricante.

VALINHOS

Já em Valinhos, a programação era de que a aplicação das doses fosse feita nos idosos com 90 anos ou mais neste sábado. Assim como Vinhedo, a administração disse que a interrupção ocorre por conta de um atraso na entrega de novos lotes da CoronaVac. 

Ainda de acordo com a prefeitura, o município irá disponibilizar um link para o agendamentos prévios assim que o governo estadual disponibilizar novos lotes de vacinas.

Vinhedo vai comprar vacina

A Prefeitura de Vinhedo aguarda definições técnicas para comprar vacina diretamente dos fornecedores para imunizar seus moradores, sem depender da disponibilidade das doses pelos governos federal e estadual. A autorização de compra direta foi dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a aquisição pelos municípios caso o governo federal não consiga manter a vacinação.

A Prefeitura já está em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) para formalizar o pedido de compra e adquirir as doses.

O que diz o estado?

Em nota, a secretaria de Saúde do estado de São Paulo informou que a logística de distribuição das doses é feita segundo a bula do imunizante e o Programa Nacional de Imunizações, “abastecendo os municípios para realização da campanha de forma segura e igualitária”. 

“O Estado redistribui as doses de vacinas de forma equânime para todas as regiões e cidades do Estado considerando-se os públicos-alvo da campanha com as respectivas orientações de aplicação”, destacou o texto. 

A pasta informou ainda que, por enquanto, não há previsão para o envio de novas doses da CoronaVac aos municípios.

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