Um dos maiores prazeres que se segue à saída ao bar ou boteco é a hora dos aperitivos, das “comidinhas”, dos acompanhamentos. Indo do mais simples amendoim ao mais portentoso dos lanches, as opções disponíveis na maioria dos ambientes têm a missão de surpreendê-lo, deliciá-lo e mantê-lo satisfeito enquanto saboreia a tradicional cervejinha, mas atuam também como elemento de união entre todos à mesa; uma espécie de elo social.

Neste quesito comida de bar, verdade seja dita: cada um tem seu preferido. Alguns são da galera das porções. Que venham as batatas fritas mergulhadas em muitos molhos diferentes; o frango à passarinho mais crocante possível, temperado com a medida exata e precisa de sal e limão. Já ficou com água na boca? O artigo esta só começando….

Não podemos esquecer dos que gostam mesmo é de um bom salgado frito. Ah, a coxinha… o que seria da vida sem a coxinha? Tem quem comece a comer pelo bico, tem quem comece pelos fundilhos, mas o ketchup, em grande parte dos casos, é unanimidade. O croquete não faz feio, o kibe não decepciona, e ambos ficam deliciosos com uma boa maionese temperada… mas ah, a coxinha…

Dias vêm, dias vão, e a pizza ganha sempre mais adeptos. Pizza é bom e não há o que ser questionado. Se você não gosta, bom sujeito não é. Há pizza para as crianças, os velhos, os adultos, os legais e os chatos; pros vegetarianos, os veganos, os calabresanos, os baconianos e seguidores de qualquer outra seita da cozinha. Ela vai bem com suco detox, viu? Se maneirar no carboidrato depois, não precisa nem sair da dieta.

É preciso falar do Boca de Anjo. Ele fica pro final pois é a majestade do boteco. O rei da selva, o leão da savana. Receita tipicamente campineira, o lanche Boca de Anjo, Boquinha para os íntimos, foi assim apelidado porque sua criação data da época em que as mulheres começaram a freqüentar o ambiente bar, e supostamente fazia-se necessário um mimo, um agrado, um deleite para que os aperitivos já procurados coubessem em suas bocas pequenas, angelicais. Surge um novo jeito de comer!

A história dita que o primeiro lanche a nascer sob esse conceito foi o Psicodélico, engendrado pelo chapeiro Pedro Possante na Choperia Giovannetti. Leva mussarela, salsichão com picles, lombo cozido, rosbife caseiro, presunto, tomate e azeitonas pretas. Uma delícia. E o formato em que é servido, se não é necessário para a boca feminina, ao menos facilita a refeição das crianças, tornando-o uma boa alternativa para seus passeios familiares.

 

 

*O Eden Bar e Restaurante, outro sensacional boteco de Campinas, localizado no centro da cidade, luta até hoje com o Giovanetti pela autoria do Boca de Anjo. Os dois são locais que valem a gasolina do trajeto. E quem ganha somos nós, com mais opções da melhor comida de bar.

 

 

Nina Carvalho

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