Cerca de 150 pessoas, entre atores, maquiadores e produtores que trabalharam no “Hora do Horror”, evento de Halloween do parque Hopi Hari, que aconteceu entre 20 de outubro e 11 de dezembro, farão uma manifestação no parque nesta sexta-feira, 23, em São Paulo. O motivo: a falta de pagamento.

O EGO não conseguiu contato por telefone com o Hopi Hari – que fica em Vinhedo, no interior de São Paulo, e também não tinha recebido resposta aos e-mails encaminhados até a publicação desta reportagem.

De acordo com Emerson Gimenes Kulmann, proprietário da Ka1, produtora contratada pelo Hopi Hari para realizar a “Hora do Horror” e que cobra a dívida, o parque chegou a emitir alguns cheques sem fundo e só pagou R$ 269 mil dos R$ 950 mil que deve à empresa.

“Só queremos receber para pelo menos pagar os salários de quem foi contratado para o evento. Prezamos por isso. O restante do valor, usado para comprar maquiagem, equipamento, fantasias, podemos negociar. Para conseguirmos pagar a rescisão de todo mundo, falta entre R$ 210 mil e R$ 250 mil. É esse valor que estamos tentando receber para todo mundo que trabalhou ter um Natal e um Ano Novo bacana, está todo mundo contando com esse dinheiro”, explica ele ao EGO.

Segundo Emerson, a parte que o Hopi Hari já pagou foi toda feita aos poucos. “Recebíamos R$ 2 mil por dia, às vezes R$ 5 mil. Nas últimas duas semanas nós chegamos até a receber R$ 10 mil, mas com muita briga. Esse dinheiro era dividido e entregue na mesma hora para os trabalhadores”, conta.

Essa não foi a primeira vez que a Ka1 teve problemas com o parque e um processo judicial deve ser aberto. “A gente segurava e estava como parceiro do Hopi Hari, mas já foram muitos anos sendo enganado por eles. Aí, desistimos e resolvemos comunicar o ocorrido a todos para ninguém mais passar por isso , diz.

Muitas famílias sofreram e sofrem com essa situação, estão todos revoltados. E a Ka1 não tem verba pra fazer todo esse pagamento, somos uma empresa pequena. Mas os atores sabem de tudo que aconteceu, estão com a gente nos ajudando, o SATED (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo) também. É uma situação muito complicada , desabafa Emerson.

O empresário garantiu, ainda, que a manifestação será pacífica.

 

Fonte: Globo / Ego

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